"rock"

Aerosmith volta ao Brasil com Steven Tyler

quinta-feira, março 4th, 2010

Banda americana faz único show no Brasil, em São PauloDepois da novela Sai-não-Sai, Steven Tyler, eis que os meninos do Aerosmith anunciam sua volta aos palcos, e com o pai da Liv nos vocais.

A turnê “COCKED, LOCKED, READY TO ROCK TOUR!”, que será iniciada pela América do Sul, passa pelo Brasil em um único show, que acontece em São Paulo, no Parque Antártica (Estádio do Palmeiras), no dia 29 de maio.

A Time for Fun, organizadora do evento, informa que Os ingressos para a única apresentação do Aerosmith no Brasil estarão disponíveis em pré-venda para clientes Credicard, Citibank e Diners a partir de 13 de março de 2010. Para o público em geral os ingressos estarão disponíveis a partir de 20 de março. Em breve, serão divulgadas informações sobre canais de venda e mais detalhes da apresentação.

Além do Brasil, o Aerosmith toca na Venezuela (18 de maio), Colômbia (20 de maio), Peru (22 de maio), Chile (22 de maio) e Argentina (27 de maio).

Entenda por que o Carnaval do Recife é “multicultural”

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

DJ Dolores toca no RecBeat - foto: Prefeitura do Recife/Daniela Pinheiro

DJ Dolores toca no RecBeat - foto: Prefeitura do Recife/Daniela Pinheiro

por AD Luna

Popular, democrático, multicultural e grandioso. Essas são algumas das palavras que podem ser atribuídas ao Carnaval do Recife. Durante cinco dias de folia (a festa sempre começa, oficialmente, na sexta e termina na terça-feira), mais de 300 atrações locais, nacionais e internacionais tocam pelos vários pólos armados por toda a capital pernambucana. Sem falar nos desfiles de 230 agremiações carnavalescas, 20 escolas de samba e centenas de blocos espontâneos que são criados anualmente por populares. (mais…)

Volver: significados intensos e subjetivos, ou a ficção do amor

quarta-feira, janeiro 6th, 2010
Segue texto do amigo e professor paulistano Carlos Rogério, extraído do blog Identidade Musical .
Valeu Rogério!
Desde que conheci a cena independente, sempre tive a impressão de que muitas bandas não sabiam escolher bons nomes. E a banda Volver, de Recife, foi uma das primeiras a inverter essa sensação. Fui ao Dicionário Houaiss e descobri que o verbo latino “volvere”, ancestral do nosso “volver”, significava “rolar, revirar, enrolar”, mas também o inverso disso: “desenrolar”; no sentido figurado “fazer decorrer o tempo; meditar, refletir”. Em resumo, era um nome curto, de sonoridade forte (duas consoantes vê numa palavra de duas sílabas) e que, do ponto de vista do significado, remetia a ações extensas e objetivas (enrolar, desenrolar), por um lado; e intensas e subjetivas, por outro (o mergulho em si mesmo que está nos verbos “meditar” e “refletir”, além da ideia de percepção subjetiva do tempo).
Eram já significados demais para um só nome. Os ouvintes que conhecem as canções da banda sabem que elas estão à altura dessa multiplicidade semântica – apesar de, à primeira audição, não a percebermos. O ouvinte do recém-download  - já são quase cem mil, só do segundo disco, Acima da Chuva (faça o download clicando aqui) – encontrará canções simples, algumas até bastante dançantes. Se não prestar atenção e se quiser só curtir o som, poderá conquistar namoradas recitando versos e melodias do Volver; poderá, até, animar festas indies e ser admirado por gostar da banda, porque os caras já figuramem muitas das listas dos melhores de fim de década. Mas insisto: sob a sonoridade que conquista à primeira audição, estão cifrados conteúdos bastante densos que poderiam ficar chatos se fossem executados por uma banda de muita pretensão e de pouca competência.
“Tão perto, tão certo”, do Volver, é dessas canções que encantam à primeira audição.
A guitarra acelerada do início convida a dançar, despreocupada, aparentemente sem aflições afetivas. Mas os dois primeiros versos são duros, carregados de passionalidade – aqui no sentido de sofrimento que pode atingir um grau tão acentuado a ponto de fazer o sujeito perder a razão: “Esse teu amor não vale nada / E esse meu desprezo, acho que não tem mais fim”. Quebra-se, assim, a expectativa apenas festiva do início, e a guitarra talvez sugira a ânsia que o eu que canta tem por libertar-se da paixão que o liga à amada – e a paixão agora assume o sentido de desejo avassalador, mas que também faz perder a razão. Perdeu-se o valor do amor e acentuou-se o desprezo do eu que canta.
Aliás, a palavra “desprezo” não significa apenas “repulsa”, mas também sentimento pelo qual o espírito se transporta acima dos sentimentos, ou simplesmente desprendimento – talvez seja essa a palavra-chave para entender “Tão perto, tão certo”, canção a respeito de um eu que quer desprender-se da paixão que lhe sequestra a razão.
A racionalidade é, com efeito, uma característica marcante do eu que canta, na interpretação de Bruno Souto – ela é notável nos versos “Resolvi que tenho a vida inteira / Pra sentir de perto, essa tua ausência em mim”. Quem resolve sentir alguma coisa quer (talvez não consiga, mas quer) que a razão preceda os arroubos do sentimento. Mas a ausência do tu é mais que material, é também subjetiva, afinal a ausência está no eu que canta, vai dentrodele: “ausência em mim”.
Com palavras bem mais simples: embora queira ser orientado pela razão, o eu que canta parece estar tomado das paixões, que lhe tomam o controle de si e o fazem perder a razão. A falta da amada desencadeia mais que saudades ou sentimento de perda: a fratura interna entre razão e subjetividade é uma crise identitária do próprio eu, que não se reconhece quando está apaixonado.
No refrão, alguns elementos se repetem, como a indignação de “Que faz aqui? já não te falei? / Você vem de longe e diz: Eu voltei”, que retoma a crueza dos dois primeiros versos. Mas o percurso rumo aos agudos, gradualmente, em “Não, não faz assim / Sei do teu desejo mas, / vem me dar um beijo em paz seguir / Tão perto, por onde for, tão certo” parece demarcar a busca na tessitura extensa (sempre ordenada pelo plano racional), isto é, a procura pelo “beijo em paz”, que se opõe ao “desejo” do tu. Está no refrão, portanto, mais uma vez, a ideia de que o desejo e a paixão fazem que o eu deixe de lado a faceta com que mais se identifica, a racional. E de novo, em palavras simples: o toque e a proximidade do tu fazem que o eu perca a razão – daí a busca pelo desprendimento ou beijo em paz, palavra que denota ausência de conflito, seja ele subjetivo (do eu consigo próprio) ou objetivo (do eu com o tu desejado).
O verso mais belo e doído – “Tão perto, por onde for, tão certo”, repetido ao final da canção e que lhe dá título – expressa a tentativa de solução ao conflito: antecedido pelo beijo de paz, espécie de trégua e despedida, para que o eu e o tu desejado possam seguir adiante, possam desprender-se um do outro, o sentimento de ausência do verso da primeira estrofe se ressignifica em proximidade subjetiva e distância objetiva. A razão sabe que a distância objetiva – expressa no termo “por onde for” – é a única alternativa para lidar com a falta subjetiva, suprida pelo carinho do beijo de despedida. Trata-se da vontade de encerrar a relação amorosa com uma recordação boa, sem rancores, “nem ódios, nem paixões que levantam a voz”, para lembrar de outro poeta que privilegiava a racionalidade: Fernando Pessoa, no heterônimo Ricardo Reis.
É assim, para simplificar um pouco (mas eu avisei, no começo, que a densidade das canções do Volver era grande): o eu que canta sente a falta da amada, mas sabe que tê-la é mais doloroso que não tê-la – porque ela é volúvel demais: está sempre de partida, mas reaparece sem avisar. A única forma de lidar com a volubilidade e a inconstância da amada – e o desejo por ela, é claro – é despedir-se dela, em paz, e conformar-se com o movimento caprichoso de ida e volta que ela sempre percorre, sem previsibilidade. Daí as antíteses do refrão: “aqui” e “longe”, e mais especificamente, mas de forma implícita, a oposição entre “teu desejo” – com total ausência da racionalidade – e “beijo em paz” – plácido, controlado, quase casto, um beijo na testa, carinhoso, mas racional, que evita o rosto, meio caminho dos lábios e da paixão.
Essa busca pela trégua amorosa ganha forma, na segunda estrofe, por meio daficcionalização do amor, em que o eu tenta proteger-se do desejo pela amada comparando a relação amorosa traumática a um filme sem sentido e que precisa acabar: “Esse filme já não faz sentido / Palmas para ele! / Não suporto mais seu fim”. O eu que canta está apressado para aplaudir e abandonar o espetáculo. Quer acabar com ele porque o final não é feliz.
Talvez a comparação da relação amorosa com um filme também seja uma forma de tentar entender racionalmente o comportamento imprevisível da amada: para o eu que canta, uma pessoa comum não agiria de forma tão inconstante; somente uma personagem de cinema poderia ser assim. E surge então a cena da varanda: “Lembra aquela cena na varanda? / Você de partida, nem sequer quis saber de mim”. E está aqui, mais uma vez, a crueza do eu que canta. O verso “Lembra aquela cena na varanda?” parece preceder uma recordação boa, mas é o rancor que responde à pergunta.
Tudo isso se completa com o solo de guitarra de Kleber Croccia, que de certa forma – corrijam-me, por favor, os músicos em geral, se eu estiver errado, e é sempre possível que eu esteja – repete a gradação dos versos “Não, não faz assim / Sei do teu desejo mas, / vem me dar um beijo em paz”. Trata-se da busca incessante pelo beijo de paz, pela trégua, pelo término da relação, pela tentativa de não estaram presos o eu e o tu. Esse intento não é possível no plano objetivo e racional, devido às faltas e crises que causa no plano subjetivo. Daí certa beatitude, no sentido filosófico do termo, o “estado de perfeita plenitude somente alcançado pelo sábio” (Houaiss me ajudando de novo), do fim da canção, em que se repetem os versos “Seguir / Tão perto / Por onde for / Tão certo”, especialmente na última das palavras: o que resta é deixar que eu que canta e sua amada sigam seus caminhos, sem expectativas, para que a distância objetiva e a falta subjetiva se transformem, por meio do beijo de despedida, na paz que o eu procurava. É a tentativa de desprendimento, que, como já vimos acima, resume a canção.
Não é fácil entender os conteúdos profundos de “Tão perto, tão certo”: o beijo da paz e da despedida talvez seja a própria canção que, cada vez que é executada, traz à tona as faltas e a alternativa traçada pelo eu para lidar com elas. Daí a conclusão deste texto: o sucesso dos mais de noventa mil downloads alcançados pela banda Volver talvez não tenha só a ver com a sonoridade que faz dançar; talvez também cada um dos ouvintes perceba, em cada audição de “Tão perto, tão certo” e de outras canções, que a proposta da banda, já guardada na ancestralidade de seu nome, é fazer de forma objetiva, nos arranjos e nas letras, que mergulhemos em nossos recônditos mais intensos e subjetivos.
Canções do Volver são analisadas pelo professor paulistano Carlos Rogério

Canções do Volver são analisadas pelo professor paulistano Carlos Rogério

Segue texto do amigo e professor paulistano Rogério Duarte*, extraído do blog Identidade Musical .

Valeu Rogério!

Desde que conheci a cena independente, sempre tive a impressão de que muitas bandas não sabiam escolher bons nomes. E a banda Volver, de Recife, foi uma das primeiras a inverter essa sensação. (mais…)

Documentário da BBC retrata o Mangue Bit (Beat)

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

por AD Luna

Eis um sensacional documentário produzido pela BBC de Londres sobre música brasileira.

Os dois primeiros capítulos de “Brasil, Brasil – A Tale of Four Cities” retratam a tão discutida e pouquíssima entendida “movimentação” Manguebit, como se refere Lenine à sacudida cultural que caras como Chico Sciense, Fred04, Dj Dolores e outros mais deram na “Hellcife” nos anos 1990. (mais…)

Assista ao clipe “Eterno Domingo”, de Zeca Viana

quinta-feira, dezembro 24th, 2009

Assista ao clipe de “Eterno Domingo”, música do disco Seres Sensíveis, de Zeca Viana. O vídeo do primeiro álbum solo do baterista da banda Volver foi lançado no XI Festival de Vídeo do Recife, gravado em Angra do Reis (RJ) e teve a produção feita em parceria com a artista plástica Bruna Rafaella.