
O escultor, desenhista, gravador, gravurista e ceramista Abelardo da Hora, de 85 anos, abriu ontem à noite, em São Paulo, a exposição retrospectiva de suas seis décadas de carreira. Realizada no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, a abertura da mostra atraiu artistas, críticos de arte, jornalistas e um pequena multidão de curiosos. Afinal, é a primeira vez que o museu paulistano realiza uma exposição desse porte em seu térreo. Abelardo trouxe para a capital paulista 25 toneladas em esculturas, além de gravuras das várias fases de sua vida artística.
O nome da mostra – “Amor e Solidariedade” – é uma referência à dualidade da obra de Abelardo, em que figuras esquálidas de retirantes nordestinos convivem, no mesmo espaço, com peças de nus femininos feitas de concreto polido e bronze. “O amor eu dedico às mulheres e a solidariedade ao povo”, explica o artista. Depois de São Paulo, as peças de Abelardo vão para João Pessoa, Recife, Caracas, Paris (Museu George Pompidou) e Bruxelas.